04/05/2009 02:18
Pegues o que é vosso
Se vos amei em vão, foi em vão que cresci...
Se vos admirei em silêncio, no silêncio amadureci;
Se disserdes que vos amei, vos amo até então!
Se disserdes que não vos esquecerei, digo de coração;
Se vos quero como ninguém, quereis é bem...
E espero convosco ir mais além!
Se quiseres meu amor para esquecer
Sinta-vos à vontade para lhe ter...
enviada por Cadavérica
04/05/2009 02:14
Sem ter o que lhe dizer
Hoje eu acordei sem precisar de você
Hoje acordei com a consciência limpa
Hoje acordei cheia de coisas a lhe dizer
Hoje acordei sem vontade de te odiar...
Porque te odiar parou de ser normal
Porque te odiar já não faz nenhum sentido
Porque tudo se tornou tão banal...
Porque o meu tempo anda tão corrido
Sem tempo pra te perdoar
Sem tempo pra te odiar
Sem tempo pra te ajudar
Sem tempo pra te amar
E foi nessa rotina que eu te perdi
E foi na minha perda que te encontrei
E foi me encontrando que te esqueci
E foi só agora que realmente lhe amei...
Enquanto te amo, você já me esqueceu...
Enquanto me recalco por você
Você já amadureceu
Sem mim, por causa minha, por erro meu!
Erro repetidamente e sem ninguém pra me ajudar
Odiei Deus e mundo sem ninguém para me alertar...
Que o arrependimento bate a porta com toda a força!
E eu já não posso voltar atrás nessa farsa
Quando lembro de como machuquei você
Machuco a mim e volto a crer que
Já não tenho o que lhe dizer...
Apenas que não me canso de sofrer.
enviada por Cadavérica
04/05/2009 02:06
Ah, o amor!
Ontem eu me peguei pensando
Poxa, pensando... Quem diria que um ser assim pensasse!
Ontem eu me peguei falando
Falando... Sozinha! E se talvez eu me calasse?
Taí, eu me pego fazendo coisas loucas... Amando?
Amando, quem me dera eu amasse.
Ensinaram-me que o amor é um estado inconsciente!
Ora, que então seja! Quem não é?
Disseram-me que amar seria indecente
Encontrará quem isso me disse na sola de meu pé!
Sortudo aquele que ama pelo simples fato de amar
Não pelo que pensa, ou por pura conveniência!
Pelo simples fato de se apaixonar
Malditos sejam os descrentes como eu
Quem dera esse medo fosse teu
Tudo baseado no que ele já leu!
Descobri que livros mentem
E pessoas também
Eu quero mandar tudo para o espaço!
Mas é falho meu laço
Mas... Ah, eu ainda te caço!
Maldito amor! Ainda te pego...
Desprevenido!
enviada por Cadavérica
04/05/2009 02:04
Pequei
Hoje pequei!
Pequei e pequei sem fim!
Ó, maldita e pobre de mim!
Quem me dera não a tivesse roubado!
Maldita jasmim...
Quem me dera não a tivesse amado!
Maldita fragrância...
Maldita carência que me leva a luxúria
Que me leva ao furto de flores
Que me leva a loucura!
E quem me dera pudesse abrir-me!
Como rosas na primavera...
Mas no meu país, primavera não é exata!
E assim, eu sigo não sendo grata...
Por amar-te, ó, país!
Por amar-te, ó, solidão!
Quem me dera fizesse sentido
Quem me dera o tivesse tido
Mas não cabe sentimento neste coração
Mas foda-se o que eu quero realmente dizer
Ninguém pode mesmo me entender
Ainda há de nascer o maldito
O cujo dito
Que um dia, assim sofrerá!
Nascerá! Sofrerá! Morrerá!
Ó, maldita poesia deprimente!
Transformando mais gente
Todo mundo agora, futuro doente!
Pequei novamente...
enviada por Cadavérica
04/05/2009 02:01
Que Vague
Ainda ontem me lembrei de meus pecados
Sorte seria se pudessem ser apagados
E talvez assim eu vivesse sem pensar
Em quando a vida possa acabar
Vivesse sem ter nenhum interesse naquele copo
Famoso copo em cima do piano!
E talvez seja uma letra deprimente
E chega a ser doente
Porém já tenho dentes
Quem não os tem ainda pode acreditar
Que o amor poderá governar
Algum dia talvez...
Eu ame o mundo pelo o que ele é
Meio difícil amá-lo quando nos tornamos íntimos assim!
Tão descrente dele, tão descrente de mim...
Sinto o cheiro de jasmim
Mas dizem que o cheiro da morte é o de rosas
E rosas por aqui não há
Pelo jeito terei que infeliz vagar
Até encontrar
Um lago onde eu possa me afogar!
enviada por Cadavérica
04/05/2009 02:00
Fluoxetina
Não consigo parar de sorrir
Todo mundo faz-me rir
E enquanto você estiver a vir
Eu irei sorrir!
Quem diria que o poder seria tamanho
Nem se fosse feito de estanho
Faria-me assim estranho
Daria-me tudo assim, ganho!
Ó amiga fluoxetina
Quem diria que me fizesse assim tão fina
Então acompanha a amitriptilina
E é aí que sei porque sorrio!
enviada por Cadavérica
04/05/2009 01:59
Mais uma crise.
Ódio é tudo o que me resta
E sem poder continuo a odiar
Não me importa o quão errada esteja
Eu consigo odiar cada dia mais!
E nada e nem ninguém pode me avaliar
Sou uma coitada esquecida
Abandonada
Odiada e revoltada
Que nem sequer seus criadores
Podem amar
E é no fundo dessa história
Que se encontra perdida
A minha alma
A minha vida
A minha essência
Tudo o que um dia amei
O que passei a odiar
O que me obcequei
As coisas cruéis que disse
E as que preferi esconder
O ódio por meus pais
E os dias em que os amei
Meus desejos de homicídio
Envolvendo os de suicídio
Às vezes em que fingi um corte no pulso
E às vezes em que
Entupi-me de comprimidos
Às vezes em que ofeguei
Sem ninguém a me ver
E nada do que pensei que fosse possível
Foi realmente...
Escrevo poesias e textos
Expressando-me plenamente
O que ninguém lê
Não faz tão mal
Faz?
enviada por Cadavérica
04/05/2009 01:57
Problema Meu!
Sinto meu coração pulsar forte atrás dessa camada grossa
Sinto que estou em um constante aprendizado
Sinto que sou um sobrevivente de uma grande fossa
Sinto que estou cada vez mais imobilizado!
E se talvez eu soubesse amar
Talvez não precisasse fugir
Se talvez eu conseguisse aceitar
Eu poderia até com isso me divertir
Mas quem sabe o que a vida guarda a mim
Talvez eu tenha nascido para ser assim
Um paradoxo incompleto
Com grandes problemas de afeto
Talvez ainda seja um prematuro feto
Mas que se dane, faço meu próprio teto!
E já comprei algo que se chama liberdade
E vou vivendo em rivalidade
Com esse meu espírito egoísta
E talvez eu consiga algum dia ser altruísta
Mas enquanto isso, sigo sendo eu
E esse problema seja apenas...
Meu!
enviada por Cadavérica
04/05/2009 01:56
Mais versos e então poema.
E então o sol se põe
Apenas mais um dia qualquer
Uma maldita matina sequer
Pode me levar à peleja
Não importando onde eu esteja
E maldito seja o que me amou
Maldito seja o que me idolatrou
Mentiras e mais mentiras rodaram tua cabeça
Maldita cabeça infantil
Maldito seja seu cantil
E rimas que me mexem os neurônios
Nesses paradoxos errôneos
Amor, amor de plástico...
Ódio, ódio de ártico!
Que droga, não sei amar!
Não me ensinaram a perdoar
Não me ensinaram a rimar
Mas aprendi que rimar é isso
E vou vivendo nisso
Rimando coisas sem sentidos
De rumos perdidos
Mas talvez alguém compreenda
E antes que eu entenda
Alguém ainda vai entender
Como para eu é difícil viver...
enviada por Cadavérica
04/05/2009 01:54
Inverso
Tá tudo tão difícil
É complicado ser diferente
É exagerado ser esquisita
É errado ser doente!
Pensar em alguém a todo o momento
Obcecada por uma paixão
Já não me basta o sofrimento...
Agüentar essa nova reação!
E o ódio pela rival só me leva a conspirar
Xingá-la me faz bem, como lhe matar.
Dê-me um minuto para poder raciocinar
O que fazer para não me desesperar!
Já rimo minha dor como se desabafasse
Já descrevo emoção em pequenos versos
Rimando como se o amor me matasse
E talvez mate sentimentos inversos!
Nem por merecer-te luto...
Merecer-te já não quero...
Quero vingar-te meu amor...
Porque questão faz de levar-me a loucura?
Eis ai o que temo querer
Eis ai o que temo poder...
Querer-te e poder-te, diga-me se me engano!
Por horas perco minhas fantasias pelas tuas!
Mudo minhas rimas em busca da rima perfeita!
Mudo minha fala em busca de decifrar-te
Nada além de ti me satisfaz mais...
Por um dia te odeio e no outro te anseio!
Eis ai minha doença incurável
Eis ai o que não me orgulho, mas o que fazer?
Sou eu, novamente, querendo ser agradável...
Desejando por horas te ter!
A cada final de estrofe
A cada final de verso
Eis meu sofrimento rimando
E o resumo de todo esse inverso!

enviada por Cadavérica
04/05/2009 01:44
Que se apague então!
E cá estou, perdida no arrebol...
Cantando canções que nem da minha época são
Tentando não odiar o sol
Pois é o único que aquecerá este coração
E se talvez ele nem o fizer
E se essa graça ele não me der
Poderá então me aquecer
Para daqui alguns meses me esquecer?
E nesse infinito particular crio instantes;
Fantasio amores constantes
Esqueço tudo o que nesse mundo é a mim relevante!
Mas então farei um movimento
Para não mais estar no esquecimento
Movimento de amor, de compaixão...
Movimento de calor... Paixão!
Que estará no sabor do teu colchão
E se nesse mundo psicodélico sou droga
Sou a bendita droga que te afoga
A bendita droga que te afaga...
Que junto com teu amor, se apaga.
enviada por Cadavérica
19/01/2009 17:53
Paradoxo Contradito
O Sol se põe e que tudo se ponha ao seu lado!
Eu sei que soa egoísta e até meio altruísta
Sei que vivo num paradoxo contradito!
E talvez ninguém entenda o meu ponto escrito...
Mas quando digo que não posso explicar
Quero dizer que não posso amar!
E quando digo que não vou dizer palavras bonitas
Quero dizer que não quero amar!
Eu vivo em uma pedra úmida e esquecida por Deus
E aonde foram meus amigos?
Quem dera os tivesse tido...
Eu tento despregar-me dos pecados da vida
E até comprei para Belém passagem só de ida!
Mas a vida não é como a gente quer
E vou seguindo sem rumo até onde der
Até onde Deus me quiser!
Não costumava falar de minhas crenças
Nunca fui menina de muita fé
Mas agora sou garota maldita, digo o que quiser!
Porque se Ana Carolina foi feita para o amor
Porque fui feita para a dor?
Que dor? Que amor? Malditos sejam
Quem inventou sentimentos?
Quem inventou a verdade?
Quem criou isso tudo criou junto à maldade!
E que seja feliz até o fim dos dias
Porque muitos não serão!
enviada por Cadavérica
09/09/2008 14:01
♥ Sonhos ou Negócios? ♥
Há tanto tempo sem inspiração
Perdida na rebeldia adolescente
Eu quero minha compreensão!
Não sou só mais uma descendente!
Meu destino traçado antes mesmo de nascer
Meu sonho roubado sem poder ser!
Minha inspiração esquecida
Minha vida perdida...
Disparo contra mim mesma
Tornarão-me uma abantesma
Sou apenas fruto de tua maldade
Resultado de tua ganância!
Sou a flor que nasce na tua crueldade!
Agora me diz, qual meu futuro?
Não posso viver sempre em apuro!
Agora diga-me, cadê teu sonho?
Encontra-se sem resposta, amigo risonho?
enviada por Cadavérica
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